(Cássia Eller)
"O amor não é para amadores, e eu não sou profissional."
(Caio F. de Abreu)
Talvez poetas tenham problemas com o amor, quem sabe as letras e as poesias preencham tanto suas cabeças que acabem ocupando o coração também, impossibilitando-os de amar. E quem sabe, talvez eu não saiba amar, talvez eu seja uma poeta casada com meus textos, assim como as freiras são casadas com Deus. E ter uma relação profunda com as poesias me protege dos medos, as poesias me entendem, me colocam inteira, de corpo, alma e coração em uma folha de papel toda escrita, poesias me trazem uma visão diferente do mundo.
Poesias nunca abandonam um poeta, talvez por isso exista muito mais amor entre ele e suas folhas preenchidas do que entre ele e as demais pessoas. Talvez poetas sejam alérgicos a pessoas e seu melhor remédio seja um bom livro, talvez poetas não se cansem se escrever e isso proporciona-lhes mais paixão ardente ao coração do que beijos e amassos. Talvez poetas tenham um coração de tinta e penetrem toda a emoção ensanguentada de seus corações em folhas de papel. Mas acima de tudo, poetas são amantes das letras que a lua tece sob suas cabeças frias e seus corações de tinta frenéticos e pulsantes, pulsantes de uma força louca de amor, pulsando letras e versos a todo momento, o coração de um poeta é um poço sem fim algum, é profundo, calmo, só entra quem merece e pra sair de lá só tendo jogados estilhaços ao poeta.
Poetas não jogam indiretas, apenas colocam suas mágoas e decepções num poema e pronto, tudo fica bem, mas diretamente ou não aquele poema é para alguém, só que essa pessoa nunca vai saber. É, poetas tem possíveis problemas com o amor.
Poetas não jogam indiretas, apenas colocam suas mágoas e decepções num poema e pronto, tudo fica bem, mas diretamente ou não aquele poema é para alguém, só que essa pessoa nunca vai saber. É, poetas tem possíveis problemas com o amor.

























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