sexta-feira, 18 de maio de 2012

Medo e Coragem

  Queria que meu coração fosse mais forte e que meu corpo não esmorecesse, eu me sinto fraca e vulnerável, atingida e fragilizada, quebrada, invadida, revirada. Tenho um medo enorme dentro de mim, nem sei do que tenho medo, só sei que tenho. Eu devo estar louca! Tenho um medo e uma aflição conflitantes dentro de mim; tenho uma ponta de amor, que me fere como o espinho de uma rosa; tenho um pouco de raiva, raiva do mundo mesmo, raiva do nada e do tudo ao mesmo tempo. Mas isso não importa muito, o que importa é esse meu medo ridículo e estúpido, não que ter medo seja estúpido, até porque ter medo é normal e é importante. Mas meu medo, esse medo estranho, sem motivo, sem causa, é como um "medo sem medo" (Eu tenho medo, mas medo do que, de quem, da onde, de quando?).
  Medo, medo, medo. Você que assombrou as noites da minha infância, você que me bloqueou alguns momentos e algumas oportunidades na vida, é você voltou a me assombrar, me alojou na sua amardilha tenebrosa novamente. O medo me enfraquece, e me enlouquece, abro os olhos e me vem o medo, fecho os olhos e o medo se manifesta. Agora me pergunto: onde se enfiou a coragem? Estou procurando por ela a três dias e ainda não encontrei, acho que vou publicar nos classificados do jornal um anúncio pedindo que minha coragem tome vergonha na cara e volte pro lugar dela, ou que estou aceitando candidatos para ocupar o lugar vago e transplantes de coragem também, principalmente se for de alguma pessoa corajosa, ai que eu aceito esse transplante mesmo!
  Estou esperando a minha coragem voltar sentada na varanda da minha casa, ela ainda não apareceu e não tenho certeza se ela vai voltar, mas estou esperando aqui pacientemente para que ela volte a se instalar em mim e que o medo flua para longe junto com os pensamentos negativos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário