Porque a felicidade dura pouco, mesmo que você faça de tudo para ela ser contínua, o extâse não dura pra sempre. De tudo o que foi bom ficam apenas as lembranças, sólidas como cubos de gelo, frente a frente com meu maior temor depois do fim do anestésico de bons momentos e felicidade.
Lágrimas escorrem visivel e invisivelmente pela minha face cicatrizada apenas por fora, já que por dentro todas as feridas permanecem. Mas me deixe aqui, ainda espero boas notícias e um abraço caloroso cheio de paz e verdade, não quero muito, quero apenas um conforto em meu coração e nenhuma aflição constante penetrando meus músculos, veias e artérias.
Tomada de um tsunami interno eu estanco o sangue e a dor. Fico a lembrar das coisas boas e fico encarando a relidade das coisas ruins, mas não vou chorar essa noite, ainda há a luz da lua a me consolar em meio ao céu negro, poucas nuvens e ruas vazias e tomadas de um breu intenso.
Me perco em uma torrente de pensamentos e viajo cada vez mais além, mil quilômetros, 2 mil quilômetros e cada vez mais longe, distante, apagada em névoas e neblina, levada pela brisa de uma primavera e finalmente a felicidade me alcança outra vez, a sensação de alivio é grande, porém eu sei que vai durar pouco, mas nunca é como se eu estivesse preparada o suficiente para enfrentar tudo isso. Eu ainda vou chorar e sangrar por causa das lembranças, mas é impossível apagar minha memória, então terei de conviver com isso, ainda encontrarei minha felicidade, porque a felicidade não está nos livros, mas em cada escolha, em cada momento, em cada coisa, por mais simples que seja, felicidade é uma palavra que não está definida nos dicionários, felicidade é uma coisa que a gente vive. E quando encontrar a minha terei minha casa, meu verdadeiro lar.

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