Eu não estou aqui, eu só acompanho a realidade com os olhos, mas não faço parte dela, meus dedos batem contra as teclas do computador, mas nenhuma palavra sai por completo, nenhuma frase termina, nenhum texto chega ao fim. A respiração é ofegante, estou tensa, apreensiva, chocada, puxo o ar o mais fundo que eu posso, mas mesmo assim o ar não consegue atingir meu cérebro, estou tonta, eu vou desmaiar, minha atmosfera não possui oxigênio o suficiente para mim.
Fecho os olhos. Abro os olhos. Repito isso várias e várias vezes, mas nada muda, eu apenas fico cada vez mais distante, sem ar, sem vida, sem... sem tudo. Dentro da minha cabeça há um espiral de pensamentos, pensamentos empenetráveis e confusos. Eu tenho leves impressões de que estou ficando louca ou paranoica. Eu estou assustada, com medo da realidade e das pessoas que fazem parte dela, enfim, deve ter um porque pra isso tudo acontecer, esperarei aqui, o tempo que precisar, não fazer parte dessa coisa caótica não vai me matar, porque o que não mata nos faz um pouco melhor.
Fecho os olhos. Abro os olhos. Repito isso várias e várias vezes, mas nada muda, eu apenas fico cada vez mais distante, sem ar, sem vida, sem... sem tudo. Dentro da minha cabeça há um espiral de pensamentos, pensamentos empenetráveis e confusos. Eu tenho leves impressões de que estou ficando louca ou paranoica. Eu estou assustada, com medo da realidade e das pessoas que fazem parte dela, enfim, deve ter um porque pra isso tudo acontecer, esperarei aqui, o tempo que precisar, não fazer parte dessa coisa caótica não vai me matar, porque o que não mata nos faz um pouco melhor.

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