domingo, 19 de agosto de 2012

O que não mata nos faz um pouco melhor

  Estive pensando, vivendo, morrendo, me trancando, revivendo e clamando por uma luz no meio da estrada. Eu tenho sido consumida pelos meus segredos, pelas minhas vontades não realizadas, pelos meus desejos tolos e viver talvez não seja tão difícil, é só uma fase, vai passar. E olhar o horizonte me acalma, me transforma em algo que não saberia explicar. E eu, realmente não estou tão sana como antes, estou desnorteada, fora de órbita e as inspirações, bem, elas continuam intensas e constantes, porém bem longe do meu alcance, em outra atmosfera onde eu definitivamente não estou inserida. Toda sanidade se comprimiu em algum lugar do meu cérebro, ou a coloquei pra fora...
  Eu não estou aqui, eu só acompanho a realidade com os olhos, mas não faço parte dela, meus dedos batem contra as teclas do computador, mas nenhuma palavra sai por completo, nenhuma frase termina, nenhum texto chega ao fim. A respiração é ofegante, estou tensa, apreensiva, chocada, puxo o ar o mais fundo que eu posso, mas mesmo assim o ar não consegue atingir meu cérebro, estou tonta, eu vou desmaiar, minha atmosfera não possui oxigênio o suficiente para mim.
  Fecho os olhos. Abro os olhos. Repito isso várias e várias vezes, mas nada muda, eu apenas fico cada vez mais distante, sem ar, sem vida, sem... sem tudo. Dentro da minha cabeça há um espiral de pensamentos, pensamentos empenetráveis e confusos. Eu tenho leves impressões de que estou ficando louca ou paranoica. Eu estou assustada, com medo da realidade e das pessoas que fazem parte dela, enfim, deve ter um porque pra isso tudo acontecer, esperarei aqui, o tempo que precisar, não fazer parte dessa coisa caótica não vai me matar, porque o que não mata nos faz um pouco melhor.

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