quarta-feira, 27 de junho de 2012

Vida de poeta

  Anfetaminas para aliviar a dor, algumas porções de amor, canetas e papéis espalhados pelo chão, a porta aberta e a tempestade entrando sem pedir licença, alagando tudo o que houver pela frente no meu cômodo pequeno. Meu coração está alagado de sangue, eram muitas feridas abertas para suportar, e quem um dia esperava pelo amor, hoje quer apenas que a dor não persista. Mas quem sabe um dia o sol volte e eu encontre a esperança no fim do arco-íris, como eu imaginava na infância; quem sabe um dia o sol volte a brilhar no horizonte dos seus olhos e apague todas as sombras do meu rosto. Talvez nem tudo esteja perdido, talvez o destido tenha reservado um tempo pra nós dois naquele vale de sonhos que construímos e costumávamos ir quando éramos crianças em lindas tardes de  verão, é, talvez isso aconteça algum dia. E quem sabe as dores sejam nuvens cinzentas e passageiras e a alegria seja o aarco-íris no fim da tempestade que eu tanto esperei.
  Tenho apenas a certeza que morrerei de poesias, terei overdoses de amor, lindas rosas vermelhas e textos infinitos em meu túmulo inspirador. Apenas uma vida de poeta para viver, um rumo, uma estrada, uma sina. Estarei aqui congelada no tempo, esperando por um novo motivo para escrever, uma nova inspiração, porque poetas vivem se inspiração, e se congelam enquanto a inspiração não derrete o gelo da vida pacata, porque canetas e papéis são mero combustível, e a inspiração o motivo principal de viver como um poeta poetizando a vida em simples versos de amor. 


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