Nunca tente desvendar olhares profundos, as vezes as profundezas são desconhecidas por terem segredos demais que nós não devemos desvendar. Até porque nem todo mistério tem solução e a vida, por mais que possamos saber alguma coisa dela, a vida sempre será um mistério. Nós somos os próprios mistérios da vida se formos analisar, porque é fácil você se pegar pensando de onde viemos e para onde vamos dentre esse mundo repleto de possibilidades e escolhas. Foi a partir dai que começaram os questionamentos filosóficos, foi tentando descobrir, ou argumentar esse nosso "destino", se é que existe destino, mas enfim, nós somos eternos mistérios, porque a vida é uma coisa subjetiva, é cheia de planos e um milão de se acontecer, se for assim, se, se, se.
A vida é uma subjeção clara e objetiva que pode ser planejada todos os dias, é como se nossa vida fosse um "lego" que nós começamos a montar desde o nosso primeiro dia de vida e até o fim de tudo ou (vou usar um paradoxo ou um termo contraditório) até o fim da nossa eternidade vital, porque querendo ou não o chamado "para sempre" um dia vai acabar, porque o sempre é um tempo longo demais para termos a oportunidade de vivê-lo, por outro lado existe a possibilidade de sermos lembrados por um longo tempo que julguemos ser o para sempre, mas a questão é que não estamos dentro de contos de fadas onde a última página do livro termina com o beijo, o príncipe e a princesa cavalgando em um cavalo branco e o "felizes para sempre", agora pense junto comigo, se tem a última página do livro é porque a história acabou (já é menos um para sempre), e esse felizes para sempre é uma coisa muito vazia porque alguma coisa acontece depois desse para sempre, ou eles morreram depois disso? Tem sentido ou não tem? Ninguém nunca viu um livro que contasse aqueles contos de fadas depois do felizes para sempre.
É estranho perceber que o sempre é um período de tempo inalcançável, assim como o nunca, o eterno, o infinito, são períodos de tempo que não podem ser calculados pela nossa mente por possuírem uma grandeza muito impactante. Porque o para sempre não vai terminar quando você se casar, beijar seu (agora) marido no altar e jogar o buquê, o felizes para sempre não é nessa parte da história real, ele só existe na realidade paralela dos contos de fadas que você ouvia sua mãe ler para você quando você era criança.
Essa história de conto de fadas em primeiro lugar só serve para colocar na cabeça das garotas que existem príncipes encantados e que eles vão aparecer num passe de mágica na vida delas, e quando elas chegam nos seus 11, 12 anos de idade elas reparam que não é nada disso, príncipes encantados não existem e nunca irão chegar na sacada do quarto delas pedindo para ela abrir a porta; em segundo lugar enfia na cabeça das crianças que os vilões são bruxas e madrastas, enquanto no mundo real eles podem ser o seu vizinho, o chefe do seu trabalho ou qualquer um por ai; terceiro: coloca para as garotas que relacionamentos são um "mar de rosas", o que não é nada parecido com a realidade, porque relacionamentos são batalhas diárias de convivência e um dia todo casal vai ter uma briga; e por último e não menos importante temos a questão do para sempre que eu já coloque anteriormente, ninguém vai viver para sempre, amar para sempre, se lembrar de tudo e todos para sempre, o único para sempre verdadeiro é que sempre vai existir a vontade de conhecer um pouco mais, poder um pouco mais, sempre fazendo mais perguntas e buscando mais respostas (na verdade nem é um para sempre tão verdadeiro assim porque provavelmente não estaremos aqui para saber, a não ser que inventem a imortalidade).

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