domingo, 18 de março de 2012

Eu e eu mesma

  Confesso que não sou tudo o que queria ser, mas será que preciso ser tudo o que quero? Em meio à tantas perguntas tentei chegar à uma conclusão, não consegui dar responta à nenhuma das minhas perguntas, muito menos chegar em um consenso que me deixasse confortável em minha posição como pessoa.
  Então pensei: e se eu fosse tudo o que quero, como seria minha vida, como eu seria? Continuaria a mesma pessoa de antes ou mudaria toda a minha alma a partir do momento que fosse diferente? Matutei durante todo o dia e toda a noite, mas afinal seria tão fácil assim mudar completamente e ser outro alguém?
  Eu não consigo ver realidade no que idealizo em relação ao que queria ser, sim queria, porque vejo que não conseguiria mudar tudo em mim mesma. Eu não posso ser algo que não faz parte de mim, mesmo que eu tentasse por vários e vários anos, eu jamais seria o que idealizava como o meu "querer ser", parecia ser perfeito demais pra ser verdade, mas acho que todo mundo um dia já quis ser outro alguém ou ser totalmente diferente. Eu sei que mudar é bom, mas não há como mudar algo que nasceu comigo, não vejo possibilidade alguma de que eu possa ser uma daquelas cantoras que tanto gosto, ou uma daquelas atrizes da televisão. Não, eu não posso ser nenhuma delas, simplesmente porque eu sou eu; aceitar-se faz parte da vida e isso é um dever completo e exclusivamente nosso.
  Entre tantas formas de um processo caloroso e complexo de me aceitar eu descobri um talento meu, somente meu, percebi que eu poderia me expressar com todo mundo através das letras e que eu poderia compartilhar com todo o mundo, e foi nesse momento, naquele exato segundo que eu descobri quem eu queria ser de verdade, e a resposta à todas as minhas perguntas estava ali, dentro de mim, diante do espelho, eu queria ser eu mesma, queria ser o que eu fui durante todo o tempo que eu vivi até agora, sem arrependimentos, sem cortes, sem censura, naquele instante eu só pensava que eu era a resposta e me aceitar desse jeito, unicamente meu era o ponto da questão.
  E por fim cheguei à conclusão que eu tanto procurava: que assim como eu não conseguiria ser como uma celebridade, ninguém conseguiria ser igual a mim.

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