Não.
O som da negação do meu medo, do meu desejo, do meu receio e anseio.
A negação pura, assim, tão dura e que tanto machuca por tantas vezes que me neguei.
Não.
Não posso acreditar, não posso ser capaz, não posso ver, sentir, sonhar e nem fantasiar sobre essas coisas; só me resta cair nas entrelinhas da culpa e pedir por misericórdia ao meu próprio ser, sem questionar as condições mentais e emocionais nas quais me encontro nessa coisa tão profunda dentro de mim que eu chamo de 'eu'.
Não.
Não quero falar, talvez me pronuncie em vão, então é melhor calar esses pensamentos inválidos e repentinos afogando-os em mim, naquele poço tenso e profundo, ou simplesmente 'eu'.
E outra vez: Não!
Me auto saboto, me culpo, me nego e nego novamente se for preciso. Nego até o fim da minha existência sólida, impecável e invisível. Tão pequena, tão amena e tão desligada da vida e da realidade, inserida em um mundo totalmente paralelo e negado.
Tão negada por mim mesma.
Tão negada e desalmada por completo nesta existência.

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