As pedras jogadas caem ao chão, as palavras ditas ecoam e se perdem no vento, todo amor que existe em mim é meu, das galáxias e do suspiro final. Minha vida se encerra no suspiro antes de adormecer e recomeça ao abrir os olhos. Meu cálice de vida provém da felicidade, dos raios do sol, da poesia com café no fim da tarde e da alma de um livro. Meu projeto de vida se baseia nas tuas linhas e entrelinhas de constelações, minha vida provém do teu virar de página. E a razão para escrever eu encontro, logo cedo ou bem tarde, nos teus lábios está a razão clara do porque de citar o amor. Não há amor sem teus beijos amenos de vida, não se deve falar de amor sem pronunciar o teu nome, oh tão bela Literatura. Tão mística, insana e insaciável em meus desejos. Me cala em verbos, me recompõe em advérbios, no entreolhar de um substantivo e um adjetivo eu me entrego tão plena e completa nestas páginas de ouro, nestas páginas que me dizem os verdadeiros motivos para se viver, onde cabem pequenas redundâncias caseiras preparadas ao redor de uma lareira aquecida por um coração em chamas. Tão doce Literatura, me coloca pra viajar em teu colo, me guarda em teu conforto, me projeta nas tuas palavras, me cala com teus suspenses e faça de mim uma pequena palavra do teu silêncio, ou a última do parágrafo.

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