Vou largar minha alma nas ruas
Vou limpar os becos com meus sonhos
Vou alimentar moradores de rua com meu coração frágil
Vou caçar a vida nas esquinas
Não vou me prender à regras
Nem me perder em sonhos
A realidade é triste demais pra ser certa
E breve demais pra que se possa sonhar
Vou me entregar à intensidade
Vou me jogar no profundo
Me olhar com um pouco mais de verdade
Mergulhar no profundo do mundo
Colar pedaços de sonhos pra se tornar tranquilo
Abrir portas e janelas, tomar um bom vinho
Não se prender à dor
E nem se perder apenas na felicidade
Trazer sorrisos, verdades e lágrimas
Mergulhar na dor e provar do doce mel da felicidade
Partilhar o calor, se entregar ao amor
Traçar nessa metrópole meu futuro incerto
Vou me entregar à intensidade
Já que o superficial não satisfaz
Talvez nunca seja bom o suficiente
Talvez a alma seja um espelho do que se sente
Limpar as ruas com os olhos
Penetrar em almas perdidas
Adentrar o medo
Não se privar de um segredo
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