E o chão poderia se abrir, o ar poderia sumir, mas na verdade é isso que está acontecendo. Tão apagada numa névoa cinzenta de desesperança. O azul do céu já não é tão amplo como antes, tudo se limita a pequenos retalhos e a vida é só mais um retalho sem cor.
Sonhar é um poço fundo e sem fim, onde eu mergulho e não tenho vontade de voltar. Onde posso encarar meus medos sem medo de perder pra eles, é só minha imaginação. E estar sozinha em meio a tijolos coloridos no meu poço infinito me faz querer ficar aqui para todo o sempre sem nenhum intervalo, que tudo seja constante para viver esse meu mundo perfeito. Ai de repente eu abro os olhos, a mesma cama, os mesmos livros, mas minha parede do poço não está aqui. Mais uma vez foi tudo um sonho, tudo uma mera ilusão que me protegia do medo.
O jeito é levantar da cama, criar uma bola de vidro, uma bolha impenetrável, onde tudo é mais seguro e a felicidade começa a borbulhar em minhas veias, pode ser temporário, mas isso basta por enquanto, eu vou sobreviver.
domingo, 26 de agosto de 2012
domingo, 19 de agosto de 2012
O que não mata nos faz um pouco melhor
Estive pensando, vivendo, morrendo, me trancando, revivendo e clamando por uma luz no meio da estrada. Eu tenho sido consumida
pelos meus segredos, pelas minhas vontades não realizadas, pelos meus desejos
tolos e viver talvez não seja tão difícil, é só uma fase, vai passar. E olhar o
horizonte me acalma, me transforma em algo que não saberia explicar. E eu, realmente não estou tão sana como antes, estou desnorteada, fora de órbita e as inspirações, bem, elas continuam intensas e constantes, porém bem longe do meu alcance, em outra atmosfera onde eu definitivamente não estou inserida. Toda sanidade se comprimiu em algum lugar do meu cérebro, ou a coloquei pra fora...
Eu não estou aqui, eu só acompanho a realidade com os olhos, mas não faço parte dela, meus dedos batem contra as teclas do computador, mas nenhuma palavra sai por completo, nenhuma frase termina, nenhum texto chega ao fim. A respiração é ofegante, estou tensa, apreensiva, chocada, puxo o ar o mais fundo que eu posso, mas mesmo assim o ar não consegue atingir meu cérebro, estou tonta, eu vou desmaiar, minha atmosfera não possui oxigênio o suficiente para mim.
Fecho os olhos. Abro os olhos. Repito isso várias e várias vezes, mas nada muda, eu apenas fico cada vez mais distante, sem ar, sem vida, sem... sem tudo. Dentro da minha cabeça há um espiral de pensamentos, pensamentos empenetráveis e confusos. Eu tenho leves impressões de que estou ficando louca ou paranoica. Eu estou assustada, com medo da realidade e das pessoas que fazem parte dela, enfim, deve ter um porque pra isso tudo acontecer, esperarei aqui, o tempo que precisar, não fazer parte dessa coisa caótica não vai me matar, porque o que não mata nos faz um pouco melhor.
Fecho os olhos. Abro os olhos. Repito isso várias e várias vezes, mas nada muda, eu apenas fico cada vez mais distante, sem ar, sem vida, sem... sem tudo. Dentro da minha cabeça há um espiral de pensamentos, pensamentos empenetráveis e confusos. Eu tenho leves impressões de que estou ficando louca ou paranoica. Eu estou assustada, com medo da realidade e das pessoas que fazem parte dela, enfim, deve ter um porque pra isso tudo acontecer, esperarei aqui, o tempo que precisar, não fazer parte dessa coisa caótica não vai me matar, porque o que não mata nos faz um pouco melhor.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Cinzas do passado
O sol nasce e a esperança floresce, o dia passa tiquetaqueando. Vários rostos, várias formas, várias coisas que não tenho certeza se poderia explicar. Cada segundo passa despercebido e eu poderia dizer que nem vejo o dia acabar.
Os dias começam. E renascemos. Os dias terminam. Adormecemos; adormecemos em nossos sonhos, adormecemos nas cinzas frias do passado, adormecemos na percepção do presente, adormecemos na expectativa do futuro; apenas adormecemos, esperando o sol nascer de novo para renascermos outra vez.
Raios de sol despontam e corações batem, olhos se abrem, mentes começam a processar. Levantando-se das cinzas e renascendo para o horizonte, calando os preconceitos e as mentes conturbadas e mentirosas com o olhar firme em algum objetivo, deixando de ser pó, tornando-se sol.
E podem dizer que tudo foi difíci, complicado, que foi quase impossível se manter em pé lá trás, sua mente pode mentir, pode dizer que não vai conseguir, mas todos os dias o sol vai se levantar das cinzas escuras da noite e iluminar um novo começo e vamos nos levantar das cinzas do passado que foi passageiro, do passado que ficou no segundo que acabou de se passar, vamos nos reerguer dos pedaços obscuros e como uma fênix vamos renascer das nossas cinzas internas que nos amedontram.
Os dias começam. E renascemos. Os dias terminam. Adormecemos; adormecemos em nossos sonhos, adormecemos nas cinzas frias do passado, adormecemos na percepção do presente, adormecemos na expectativa do futuro; apenas adormecemos, esperando o sol nascer de novo para renascermos outra vez.
Raios de sol despontam e corações batem, olhos se abrem, mentes começam a processar. Levantando-se das cinzas e renascendo para o horizonte, calando os preconceitos e as mentes conturbadas e mentirosas com o olhar firme em algum objetivo, deixando de ser pó, tornando-se sol.
E podem dizer que tudo foi difíci, complicado, que foi quase impossível se manter em pé lá trás, sua mente pode mentir, pode dizer que não vai conseguir, mas todos os dias o sol vai se levantar das cinzas escuras da noite e iluminar um novo começo e vamos nos levantar das cinzas do passado que foi passageiro, do passado que ficou no segundo que acabou de se passar, vamos nos reerguer dos pedaços obscuros e como uma fênix vamos renascer das nossas cinzas internas que nos amedontram.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Rastros na areia
Os nossos rastros ainda estão marcados na areia da praia, nossas memórias ainda estão lá, é como se ainda estivessemos naquele instante; caminhando naquela areia branca; observando aquele mar azulado, repleto de ondas perfeitas; o céu bem azul, todo cheio de energia, sem nenhuma nuvem para esfumar o céu, apenas o sol brilhando intensamente sob nossas cabeças. Eu estive lá ontem a noite, naquele momento onde o que importava era nós dois e mais nada, eu me vi pegando no seu cabelo, você me abraçando e nós dois andando de mãos dadas na praia. E eu me pergunto onde ficou tudo aquilo. Será que só esteve na minha mente o tempo todo ou a vida se encarregou de levar tudo embora e deixar tudo preso ao passado, dando a saudade a missão de me trazer as lembranças? Só quero que saiba que te amarei em qualquer tempo ou lugar, mesmo que você me esqueça, porque amar não é esquecer, amar é reviver todo dia o mesmo sentimento e ter alguém por perto, reinventar e criar uma nova forma de amar e demonstar o amor.
Tenho histórias para contar, tenho memórias para recordar, tenho passados a esconder, tenho segredos para contar pra você. Você nem faz ideia do quão assustada eu estou com a ideia de te perder, você não poderia entender nem uma parte do que eu sinto, é inexplicável, é envolvente, me suga, é algo que vem de fora pra dentro e de dentro pra fora de mim constantemente. E eu vivo em função de um mistério, vivo em função de tentar decifrar o que acontece comigo, eu vivo aqui em função disso e em função de tentar te apagar da minha memória.
Eu sou o que restou de "nós", se é que um dia existiu o nós, eu sou aqueles rastros na areia que sobraram das nossas caminhadas de fim de tarde, eu sou somente sobras, restos, tirstezas, friezas, amores, dores, sofrimentos, pensamentos, apenas sobrei, não ganhei nem perdi, apenas vivi e agora eu tenho lembranças, lembranças boas, mas que causam coisas ruins, eu sou puras lembranças, tão invisível que você nem me percebe passando ao seu lado, eu te vejo sorrir, mas não acho que você esteja tão bem assim, mas enfim, você parece ter me esquecido, mas eu pretendo te esquecer também, é só uma questão de tempo e paciência, tempo que demora a passar e paciência que parece nunca chegar.
Tenho histórias para contar, tenho memórias para recordar, tenho passados a esconder, tenho segredos para contar pra você. Você nem faz ideia do quão assustada eu estou com a ideia de te perder, você não poderia entender nem uma parte do que eu sinto, é inexplicável, é envolvente, me suga, é algo que vem de fora pra dentro e de dentro pra fora de mim constantemente. E eu vivo em função de um mistério, vivo em função de tentar decifrar o que acontece comigo, eu vivo aqui em função disso e em função de tentar te apagar da minha memória.
Eu sou o que restou de "nós", se é que um dia existiu o nós, eu sou aqueles rastros na areia que sobraram das nossas caminhadas de fim de tarde, eu sou somente sobras, restos, tirstezas, friezas, amores, dores, sofrimentos, pensamentos, apenas sobrei, não ganhei nem perdi, apenas vivi e agora eu tenho lembranças, lembranças boas, mas que causam coisas ruins, eu sou puras lembranças, tão invisível que você nem me percebe passando ao seu lado, eu te vejo sorrir, mas não acho que você esteja tão bem assim, mas enfim, você parece ter me esquecido, mas eu pretendo te esquecer também, é só uma questão de tempo e paciência, tempo que demora a passar e paciência que parece nunca chegar.
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