domingo, 8 de abril de 2012

EU ESTOU VIVENDO!

  Eu vivi muito tempo sem saber amar, eu vivi tempo demais sem saber o que fazer; eu estava vivendo aqui o tempo todo adormecida, não respondia nem falava; não pensava ou demostrava algo significativo. Passei muito tempo sem saber viver, sem saber ao menos como ser feliz; passei muito tempo mergulhada em um mar sem fim, estava intacta, como se eu fosse invisível eu desapareci no meio do mar, onde eu dizia viver. E além de passar muito tempo sem viver eu ainda passei muito tempo me enganando e me convencendo de que eu vivia bem e feliz. Agora eu me pergunto: Como eu pude me enganar assim? Como eu pude ser tão tola, tão amarga comigo mesma?
  Eu penso se algum dia eu poderei recuperar uma parte do tempo perdido ou do que estava preso nele, talvez não; mas eu sinto que agora comecei a viver. Me sinto como se fosse gente pela primeira vez, não sou estátua, nem pedra sem vida, não sou ar invisível, não estou afogada, estou vivendo, não estou intacta, sou tocada e sigo vivendo. Vivendo por ai, vivendo como se não houvesse fim e nem amanhã no alcance da minha visão. Parece que o hoje é eterno e nada mais há no horizonte, como se Houvesse apenas o agora. O momento que tenho de viver, aproveitar e nem pensar no que haverá amanhã. E se não houver amanhã? Não terei que pensar no que fazer depois de dormir algumas horas a não ser o sol me acordar. Nada de preocupação. E daí se não houver amanhã? Terei aproveitado a vida hoje?  Se sim, preciso lembrar-me que é isso o importante. E há uma coisa que aprendi depois de passar muito tempo sem viver foi não focar no que foi feito ontem, ou no que vai ser feito amanhã, mas sim no que é feito hoje.
  É eu estou vivendo!

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