A morte é uma passagem para a liberdade, uma libertação da vida, esta que maltrata, que faz correr as lágrimas, esta mesma que mata, morre e liberta.
A morte liberta a matéria calejada das dores do mundo, desse poço profundo que é a vida, o dia-a-dia que dói e essa dor que corrói. Essa dor profunda, aquela dor de bate de repente e te afunda.
Essa vida que vivemos, a mesma pela qual morremos e pela qual nos doemos. Esta que machuca, que nos arruína. Uma vida que perturba e talvez continue perturbando enquanto a morte ecoa, enquanto nos desfazemos da matéria e nos libertamos da dor.
